De acordo com a pesquisa de uma universidade inglesa, não importa em qual ordem as letras de uma palavra estão, a única coisa importante é que a primeira e a última letras estejam no lugar certo. O resto pode ser uma total bagunça que você pode ainda ler sem problema. Isto é porque não lemos cada letra isolada, mas a palavra como um todo. Curioso, não acha? Então faça você mesmo o teste.

“É uma euieptdsz não ter eaeçrspna. Aélm dsiso ahco que é um pdecao pfdeer a esçenrapa. Mas não dveo peansr em pdcaeos. Já tnheo problmaes daimes praa comçear a pnaesr em pecdaos. Praa dzier a vreadde, tmbéam não cordeepnmo bem o que são os pedaocs. Não os crdmpoeneo nem sei bem se adtcrieo neels. Telavz fsose um pcadeo ter madtao o pxeie. Sopnuho que sim, emorba a cnare fsose praa me cnevarosr a vdia e praa aleatimnr mtiua gntee, mas etnão tduo é paecdo. Não psene no padceo, meu vehlo. É dsameaido tadre praa isso e há poseass cjuo oifcío é esse. Dixee que sajem eels a pseanr nos pdeoacs. Vcoê nsaecu praa ser um pdoseacr, tal cmoo o pixee nsaecu praa ser piexe. ”

Sanagito, o vlheo poascedr em “O Vhleo e o Mar”, de Ersnet Hwngemiay.

É uma estupidez não ter esperança. Além disso acho que é um pecado perder a esperança. Mas não devo pensar em pecados. Já tenho problemas demais para começar a pensar em pecados. Para dizer a verdade, também não compreendo bem o que são os pecados. Não os compreendo nem sei bem se acredito neles. Talvez fosse um pecado ter matado o peixe. Suponho que sim, embora a carne fosse para me conservar a vida e para alimentar muita gente, mas então tudo é pecado. Não pense no pecado, meu velho. É demasiado tarde para isso e há pessoas cujo ofício é esse. Deixe que sejam eles a pensar nos pecados. Você nasceu para ser um pescador, tal como o peixe nasceu para ser peixe.”

Santiago, o velho pescador em "O Velho e o Mar", de Ernest Hemingway.



Copyright 2007-2009 - Todos os direitos reservados a Paulo F. Vogel